Amamentação e Desmame - Relato de Caso

Recebemos um relato lindo contando tudo sobre a amamentação e o desmame da mamãe Renata, após ler sobre o meu desmame ela se sentiu encorajada e escreveu como tudo aconteceu com ela e sua filha Letícia.


"Olá meninas... Hoje quero dividir com vocês o desmame da Lelê...

Como qualquer mamãe, sempre foi um sonho amamentar! Queria muitoooooo mesmo. Eu amo ajuda e dicas de quem já passou pela mesma situação, então me indicaram ALFAFA 3D, eu não pensei 2x para comprar. (São glóbulos homeopático que toma logo após que o bebê nasce, ajudam muitooooo na produção de leite). Sai do hospital com leite.

"-Ufaaaaaaa", pensei. Uma coisa a menos pra se preocupar.

Meus peitos não racharam, porém ficaram muitoooo sensíveis e assados...

Com muito sufoco e ajuda do marido, conseguimos fazer a Lelê pegar certinho e em um passe de mágica acostumamos a amamentar.

Lelê mamava por 5 minutos somente, porém várias vezes ao dia. Durante a noite então era de 7 a 8 vezes.

Até os 6 meses era muitooooooo tetezinho.

A introdução alimentar foi meio complicada, pois como ela amava um tetê não queria nem saber de frutas e papinhas.

Até 1 ano, o principal alimento foi realmente o leite materno.

Alguns dias depois, uma secura só tomou conta desses peitos, mas era só ficar um pouquinho sem amamentar que eu voltava a ser "A vaca leiteira" de sempre kkkk...

INCRIVELLLLLL não é?

Somos realmente PRODUÇÃO e não FÁBRICA. O nosso corpo se adapta realmente a demanda que o nosso bebê precisa.

Por aqui não teve chupeta e muito menos mamadeira, por opção da oncinha Lelê rsrs... ou seja, fui fonte de nutrição, afeto, calmaria, consolo, momento de tédio, alegria, sono... mais o cansaço era IMENSOOOO


Quando Lelê estava com 1 ano e uns 6 meses mais ou menos, decidi que era o momento do desmame... Mas eu achei isso na minha cabeça somente.. algo me dizia q não era a hora, eu não dei bola.. era o que eu queria... nem sofri nesse momento...

COMO ASSIM né? Também não sei rsrs...

De dia as mamadas diminuíram, pois voltei a trabalhar, mas era só ela me ver que já pedia o bendito.. Acho q me enxergava como duas tetas ambulantes.

Decidi que tiraria de uma vez, tanto diurno como noturno.

Então comecei o processo...

Um belo domingo, depois de uma noite EXTREMAMENTE cansativa (acho q a Lelê mamou de minuto em minuto), fiz um belo curativo nos peitos e falei pra Lelê que a mamãe tinha feito um dodoizinho e que assim q sarasse ela voltaria a mamar...

Vocês não acreditammmmm!!! Nem eu acreditava... nos 2 primeiros dias e noites foram surpreendentes... depois de tantas noites mal dormidas, consegui pela primeira vez dormir a noite toda, estava radiante... ela nem se quer pedia.

A partir daí minhas amigassss, começou uma guerra.

Terça chorou o dia e a noite toda, quarta mesma coisa, na quinta tudo igual, eu já estava subindo pelas paredes pois ela só queria eu e meu colo, as noites eram eternas, ela não dormia, não comia, não tomava água que tanto amava.

JESUS AMADOOO... não é possível que uma teta estava transformando meu sonho em pesadelo


Liguei várias vezes para o pediatra, até um calmante natural ele indicou pra ela, mas tudo sem sucesso.

Na sexta na hora do almoço. BINGOOOOO, descobrimos o porquê de tudo isso. Lelê pegou estomatite de um priminho dela.

Tive que voltar a amamentação, pois como estava rejeitando tudo eu tinha que alimentar ela de alguma forma.

Com isso, fiquei sensível com a situação e disse que ia deixar ela escolher o momento pra isso.

SÓ que não rsrs....

A canseira era muitooooo, pois trabalhava o dia todo e não dormia a noite por causa das 7 ou 8 mamadas e a Lelê já estava naquela fase de puxar a blusa e pedir tetê em qualquer lugar e na frente de qualquer pessoa, não entendia o não, talvez um jeito de chamar a minha atenção e de me ter só dela por um momento.

No dia 03/06/18, com 2 anos e 1 mês, achei que essa era a hora, pois ela estava uma mocinha já.

Dessa vez um sentimento diferente da primeira, dor no coração, lágrimas nos olhos, filme passando pela cabeça de todas as vezes que amamentei. SIM, agora era a hora e definitivo.

Cortar o laço umbilical é muito doloroso, saber que a única coisa que ligava você realmente a sua pequena estava pra acabar é muito sofredor, mas um mal necessário.

Dessa vez, um batom vermelho 24 horas, daqueles que demoram um ano pra sair sabe?

Passei nas peitholas e novamente a velha e boa historinha kkkkk...

"-Lelê, mamãe machucou muito o tetê e está doendo muito, você não poderá mamar até sarar ok?"

Ela foi super compreensiva, parecia uma adulta que já entendesse, as vezes pedia e eu falava que se ela mamasse ia doer muito e machucar mais, ela falava pra eu ir ao Doutor pra sarar e sempre preocupada se eu tinha passado remédio pra sarar.

E assim fomos levando pouquíssimos dias dessa "mentirinha" e o desmame aconteceu e de repente eu era apenas a mamãe e não mais 2 tetas gigantes.

Eu nem acreditava que foi tão fácil e que depois de anos podia dormir a noite toda.

Lelê demorou um pouco, mais acabou aceitando o leite na mamadeira, que tanto ama hoje.

Foi tranquilo, sem traumas e cheio de amor. Foi no nosso momento, do nosso jeito.

Amamentar foi um dos melhores presentes que a vida e Deus me deu e que a Lelê me proporcionou.

E a saudade me acompanha até hoje. Mas a consciência super tranquila.

Foram 25 meses de muitoooooooooooo amor líquido, de renúncia, de cansaço, de plenitude e de "mulher poderosa".

Hoje, já se passaram 1 ano e alguns meses, mas as marcas ainda estão aqui.. E já falei que o "silicone que me aguarde".

Mas olho pro meu corpo e agradeço.

Agradeço pela marca da Cesária.

Agradeço pelas mudanças no seio.

MARCA DE AMOR, POR AMOR!"


Que bom poder acompanhar essa história, amamentar não é fácil, mas definitivamente vale a pena. E desmamar também pode ser tranquilo, visando sempre respeitar os dois lados envolvidos, mãe e bebê.


E por aí mamãe, conta pra gente a história de vocês, conseguiu amamentar? desmamou quando? como foi?



mamâe e bebê

Sou a mãe do Nicolas, não tem nada que me descreva melhor do que isso. Sou também fisioterapeuta, especialista em neurologia e instrutora de pilates.

Hoje em dia sou mãe em período integral, tenho ele comigo 24 horas por dia, ele me acompanha em todas as minhas outras funções, que são administrar um estúdio de pilates, o Studio KaPri e ser fisioterapeuta, minha outra grande paixão. 

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