mamâe e bebê

Sou a mãe do Nicolas, não tem nada que me descreva melhor do que isso. Sou também fisioterapeuta, especialista em neurologia e instrutora de pilates.

Hoje em dia sou mãe em período integral, tenho ele comigo 24 horas por dia, ele me acompanha em todas as minhas outras funções, que são administrar um estúdio de pilates, o Studio KaPri e ser fisioterapeuta, minha outra grande paixão. 

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Descolamento de placenta - relato de caso

Esse relato é da Juliana, mamãe do Raul que nos falou com muita sensibilidade e conseguiu descrever perfeitamente as aflições em uma gestação não muito tranquila.


"Quando descobri que estava grávida, senti medo. Não sei explicar, já conhecia muitas mulheres que tiveram abortos espontâneos no início e por ser da área da saúde, vivenciamos isso muito mais, está na nossa rotina. Talvez seja uma explicação próxima para o que senti. Deveria esperar um pouco mais para contar a novidade, esperar "vingar" como popularmente falamos. No nosso primeiro ultrassom, imagino que não era um bom dia para a médica que realizou o exame ou se era algo tão natural para ela, que perdeu-se o manejo e a delicadeza com nós mamães de primeira viagem (que pensamos em tanta coisa! são tantas dúvidas, tanto amor explodindo e nascendo em nós todos os dias), que infelizmente naquele dia, nosso mundo caiu. Era uma manchinha escura lá no meu útero, o tal do descolamento, e que deveríamos ir até a médica responsável. Pronto! Não ouvi mais nada, só sabia que tinha que ir para o consultório e rápido. Liguei para minha chefe e tive que contar a novidade, pois não voltaria para o trabalho até ser atendida. Ficamos mais de três horas na sala de espera, porque era encaixe e o consultório estava lotado aquele dia. Quando finalmente fomos atendidos, nossa médica nos acalmou e explicou que, no momento da implantação do embrião, ocorreu um descolamento, como se não tivesse "colado" direito na parede do útero e com isso veio o hematoma denominado descolamento. As recomendações seriam não fazer atividade física, sexual e em hipótese alguma: esforço. Nem preciso relatar que eu quase nem me mexia né? Demorava uns 20 minutos para andar 10 passos e evitei ao máximo movimentos grotescos no trabalho (sim, ela permitiu que continuasse trabalhando, afinal, era algo tão normal esse descolamento...).


Segundo ultrassom e a mancha continuava lá, terceiro ultrassom e a mancha está lá rindo de nós ainda! Porém, nosso filho estava lindo e forte e se desenvolvendo normalmente. E deste modo o medo foi dando um pouco de trégua. No quarto ultrassom, ela se foi.... ufa! mas ainda assim as recomendações seguiam e com ela veio os cinco tipos de vitaminas para ingerir, dois testes de diabetes (mesmo não engordando nada), faça isso, cuide disso, vamos checar aquilo também e entre outros. Uma gestação inteira de receios! Culpa da nossa médica que ama prevenir! Culpa? Na época eu cheguei a pensar que ela era um pouco exagerada e isso contribuía e muito para sentir medo, mas logo depois, eu compreendi o tamanho da sorte que tive em encontrar uma médica tão atenciosa assim.


Nem tudo foi medo, fui muito feliz com meu pequeno dentro de mim, gerar uma vida é mágico, é sentir mexer pela primeira vez, é colocar o fone de ouvido na barriga e pedir para ele ouvir a música, é conversar, é esperar, é imaginar aquele pequeno em nossos braços. Mas se você me pedir para dizer um sentimento em relação a gestação, eu com certeza te diria medo. Que se transformou quando ele nasceu para: preocupação. Veio tantas coisas quando ele nasceu, as cólicas intermináveis misturadas com nossos choros (eu chorava copiosamente, pois queria aquela dor para mim e não para ele), o pânico de deixá-lo por segundos sem a minha presença, a volta da licença maternidade e a decisão de ficar em casa, o sono (ah! hoje eu te diria que esse sim, é o nosso maior problema). Tantas coisas... que o descolamento ficou lá atrás, ocupando um espaço pequeno em nossos corações e memórias, diante de toda adversidade que encontramos e que ainda iremos encontrar!




É isso que faz parte da nossa vida, que era preta e branco e ficou imensamente colorida após a chegada do nosso filho. Uns tem dificuldades com amamentação, outros com alimentação e por aí vai...cada um do seu jeito, mas com muito amor para dar, amor para com nossos filhos e amor para com nós mamães, que compartilham os sentimentos mais profundos, mais lindos e mais aterrorizantes que vivenciamos, para que assim, todas possamos florescer juntas aos nossos maiores tesouros.

Um beijo grande em todas as mamães que são lindas a seus modos e sentimentos.

Juliana Dias Neves Barbosa - mamãe do Raul"




A Jú é a descrição perfeita de irmandade materna, logo que tive o Nicolas ela foi super presente mesmo estando a quilômetros de distância e eu nem a conhecia tanto assim, agora ela é uma amiga muito querida que eu sei que posso contar pra dividir essa montanha russa sensacional chamada maternidade.

Jú muito obrigada pelo seu lindo depoimento e por todo carinho que tem conosco.