mamâe e bebê

Sou a mãe do Nicolas, não tem nada que me descreva melhor do que isso. Sou também fisioterapeuta, especialista em neurologia e instrutora de pilates.

Hoje em dia sou mãe em período integral, tenho ele comigo 24 horas por dia, ele me acompanha em todas as minhas outras funções, que são administrar um estúdio de pilates, o Studio KaPri e ser fisioterapeuta, minha outra grande paixão. 

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Hidrocele

Se você olhou a palavra e não tem a menor ideia do que seja, fique tranquila que você não está sozinha, eu mesma só descobri após ouvir do médico que meu filho tinha.

A hidrocele é acumulo de líquido no testículo, isso ocorre pela permanência de um canal que deveria fechar logo que a criança nasce e por algum motivo não fecha sozinho.

Estávamos acompanhando nossas consultas de rotina na pediatra e o saquinho começou a inchar e desinchar, inchava no final da tarde e de manhã estava desinchado novamente. Após três meses que o quadro se repetia fomos encaminhados para um cirurgião pediátrico (ouvir falar que seu filho precisa ir no cirurgião não é nada muito agradável), que sorte nós tivemos de encontrar um cirurgião tão bom e tão humano.


Na primeira consulta com ele, ele examinou tudo e após examinar, desenhou pra me explicar o que estava acontecendo e o que poderia ser feito.

Explicou que esse canalzinho já deveria ter fechado e por isso durante o dia acumulava líquido no testículo, a noite quando estava deitado o líquido voltava e ai desinchava, explicou com toda paz e cuidado que poderia ser sim que o canal fechasse sozinho mas que naquela altura já era mais raro que isso acontecesse e que também existia um risco mínimo de, por causa desse canal gerar uma inflamação ou hérnia.

Era final do ano e decidimos que não faríamos nada nesse momento, acompanharíamos mais um pouco para ver se fechava sozinho, afinal decidir que seu filho vai passar por uma cirurgia e tomar anestesia geral precisa ser muito bem pensado.

Ele não tinha dor nenhuma no local e assim passamos dezembro, porém continuava a inchar e qualquer quadro de febre ficávamos com medo de ser por isso.

Decidimos fazer a cirurgia, ela foi marcada para o dia 22 de fevereiro de 2019, ele estava com 1 ano e 4 meses. O preparo foi fazer exame de sangue e no dia ficar em jejum, de comida desde a meia noite e do leite materno após as 3:00 da manhã, a cirurgia estava agendada para as 7:00.


7:00 entrei com ele na sala de preparo, expliquei que ele iria com a enfermeira e que passaria por um procedimento e logo mais a mamãe já estaria com ele nos braços novamente. Ele esticou os bracinhos para a enfermeira e assim entrou na sala de cirurgia.

Mamãe, papai e vovó esperavam do lado de fora, sabia que duraria mais ou menos uma hora e até as 8:00 aguentei bem, mas passou das 8:00 e parecia que cada minuto que a enfermeira não vinha me falar que estava tudo bem tinha passado mais de hora, uma angustia tão grande tomou conta de mim, como é aflitivo isso pessoal.

Passado um pouco mais das 8 a enfermeira me chamou e disse que estava tudo bem e que eu entraria na sala de recuperação mas que ele estaria bem grogue ainda e que não podia amamentar, nessa hora eu chorei, de alívio, de ouvir que tinha acabado e que estava tudo bem.

Cheguei na sala de recuperação e ele estava na maca, tentava abrir os olhos mas não conseguia mante-los aberto, pela sedação. Veio no meu colo e assim ficou, chorava um pouco e capotava novamente. Só de ter ele no meu colo e bem foi reconfortante.

A sedação passou, fomos pro quarto e parecia que nada tinha acontecido, ele brincava, ria e passou a tarde toda bem tranquilo. Final do dia fomos liberados pra ir pra casa e hoje em dia mal da pra ver a cicatriz.

Se eu soubesse que seria tão simples teria feito antes, mas nada como estar com a certeza pra passar por algo.